domingo, 24 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
... um: 3 de um!
Só porque estou aqui e não me afastei deste mesmo lugar, tropeço nas palavras erradas, escritas de fins e começos e há tanto, penso, repenso e engasgo, agora um momento: de noite, o vento espero, por lá brilha a cidade em tédio, em passo, pego o compasso da dança, me engano e me deito sobre a leve intenção de esquecer, recomeço, me pego pensando de novo e não me perdôo, perco os escrúpulos, me despeço de tudo e me vejo em você, acho que ta indo, ta rindo, nem tudo são flores ...
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Claudilene N.
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de_
Não vou retribuir tantos suportes feitos, engasguei. Não vou sonhar com metas desfeitas, aplaudir espetáculos falidos, dizer que sim, nem admitir que não, não vou suspirar ou prender o ar. É preciso coragem, e é disso que se trata. Vai, o imperativo berra sem forçar: vai, vai, VAI! Seguir, prosseguir, direção. Um labirinto, um caminho, não aceito desistir, nem aceito aceitar. Vou aplaudir ao evitar, desistir de desistir, há tantas coisas, um bar, uma mesa, pessoas, ruídos, acordes mal feitos, gostos insuportáveis, sentimentos tão indesejados, você.
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Claudilene N.
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três, ...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
e sobretudo, confesso
To de prosa em prosa catando versos caídos
No chão, atrás das portas.
Alimento meu silêncio
Alimentando ar suspenso,
Tudo porque sinto tanto.
Ouço sobre amor e me gasto.
Tanta felicidade repentina, estranho.
Deve ser daquelas infelicidades,
guardadas debaixo de pratos quentes
De sopas de letras escrevendo textos,
em prosa, compasso, e verso
Ouço sobre amor e me calo.
Sentimentos correm por mim,
são só fortes flashs
Amargo sentimento
Retardo constrangimento
Mas se ousar um tanto soltar o ar
Mas se ousar, fingimento.
Ouço sobre amor e me fecho.
Ouço sobre a dor e falo.
E sobretudo, ainda confesso.
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Claudilene Neves
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
de fato e de ato
Abruptos, de cara lavada.
Mede, remede, merthiolate na pele, que arde por tudo
Que cala por cima das vontades
Se vou por aqui, saio de lá.
Se venho de lá, passo pra cá, injuriada,
Jogada de poso e passo, a cada desgasto que posso ter.
As cores, uma ilusão. A cada som, solidão.
Porque se pelo compasso da roda do samba me desfaço,
no som do suspiro me declino sobre o que posso ser!
Se quem nunca fui passa a ser quem sou, me duvido,
remedio uma cura, tento, atento pra tudo
que traga ao meu redor.
Poema, dor, serena.
De resto é fato e ato,
uma atriz no palco, a dor de um escritor!
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Claudilene Neves
quinta-feira, 9 de julho de 2009
é de bem ou de maU?
o sussurro da palavra, o suspiro gasto, meu sonho devasso.
Bem que me advertiram sonhar, semear noções das sensações de tempo e espaços,
Bem que desejaram que eu ficasse perdida ou desorientada
de mim, aqui prum lado desconhecido, de um pedaço da mente,
que eu ficasse descrente só por mais um segundo.
Bem que me fizeram escrever poesia com as palavras bagunçadas
e bem como disseram que já não sei se me afeto tanto
por excesso do fato ou do afeto, ou pela cerveja que esquenta
toda vez que penso no tom, ou pelo café que esfria toda
vez que escrevo sobre ti. Já me perco se derrubo em fatos
os teus atos mais bruscos, me interpreto, e me projeto da maneira
com eu possa desvencilhar das coisas que fui,
das coisas que sou, das coisas que jamais serei.
Bem que me olham, e não aceitam as minhas condições
Bem que me despejam e não aceitam meus refrões
Bem que avisaram, que de previsto, só minha imprevisão.
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Claudilene N.
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domingo, 19 de abril de 2009
k-d
O que aconteceu nas últimas instâncias, nas roupas trocadas, nos discos quebrados, nos móveis mudados de lugar, teria que articular os pensamentos: mão na palma, no céu da boca, no que é de gosto, no que é de gasto, no que é de desgosto, no amargo da saliva, no sorriso contido, na história contada.
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som, cadê você?
gosto, cadê você?
suspiro, cadê você?
sonho, cadê você?
eu, cadê, ...
Claudilene N.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
eu não escrevo poesia
Quero que tenha tino
Que tenha esperteza, distreza
Consumada, perversa, passada
Quero uma fase, melhor pra se distinguir
Quero uma nova capa, quero uma nova arma
Quero um novo elo, quero tocar meu ego,
De perto, de fato, de forma que eu sinta
O castigo que é não reconhecer-me enquanto escrevo
Que é não te ver, enquanto não te desejo
Pra dor, merthiolate
Te mando logo pra marte que já
é mesmo pra não te olhar de novo
E você me premia me colocando na estante
Me passa segurança, me chama de criança,
e fico aqui, sangrando o tédio a estanque.
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Claudilene Neves



