domingo, 24 de janeiro de 2010

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores!
Tô revendo minha vida,minha luta, meus valores!
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores!
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores!
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho!
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho!
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho!
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho!
Estou podando meu jardim!
Estou cuidando bem de mim, ...
Vander Lee
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.Se ela te fosse direta, você a rejeitaria... (É!)
Rodrigo Amarante

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


... um: 3 de um!

Só porque estou aqui e não me afastei deste mesmo lugar, tropeço nas palavras erradas, escritas de fins e começos e há tanto, penso, repenso e engasgo, agora um momento: de noite, o vento espero, por lá brilha a cidade em tédio, em passo, pego o compasso da dança, me engano e me deito sobre a leve intenção de esquecer, recomeço, me pego pensando de novo e não me perdôo, perco os escrúpulos, me despeço de tudo e me vejo em você, acho que ta indo, ta rindo, nem tudo são flores ...

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Claudilene N.

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de_

Não vou retribuir tantos suportes feitos, engasguei. Não vou sonhar com metas desfeitas, aplaudir espetáculos falidos, dizer que sim, nem admitir que não, não vou suspirar ou prender o ar. É preciso coragem, e é disso que se trata. Vai, o imperativo berra sem forçar: vai, vai, VAI! Seguir, prosseguir, direção. Um labirinto, um caminho, não aceito desistir, nem aceito aceitar. Vou aplaudir ao evitar, desistir de desistir, há tantas coisas, um bar, uma mesa, pessoas, ruídos, acordes mal feitos, gostos insuportáveis, sentimentos tão indesejados, você.

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Claudilene N.

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três, ...

Sei que prometi vantagens, sinto que menti, fiz sofrer um tanto, não me fiz daqui e dos desenganos, respirei fundo, e com a força da coragem entorpecida de desejo em prosseguir, sonhei, sofri, pensei. Portanto, somo tantos pontos e nos teus contos sempre encontro, cevada, risada, tragada de prosa e poesia tocada em bossa. Não peço, ou me despeço, só sei que nos meus desencontros, reflito sobre os santos e os demônios tão presentes na pele, de quando se sente o leve toque da dor, de que não se sabe, como foi, vai, e fica, de tudo se deixa à esmo, no meu choque, cantar, no meu sonho, amar, e no teu tino, desrritmar.
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Claudilene N.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"(...) Claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodka, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, gin-seng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a ban-chá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina ou ligo para o CVV às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum panaca qualquer choramingando coisas do tipo preciso-tanto-de-uma-razão-para-viver-e-sei-que-esta-razão-só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá, até o sol pintar atrás daqueles edifícios, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais destrutiva que insistir sem fé nenhuma?"
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Caio F. Abreu
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sábado, 26 de setembro de 2009


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"Vem logo, que o tempo voa assim
como eu quando penso em você ..."
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sábado, 22 de agosto de 2009

e sobretudo, confesso

Perdi a paciência de escrever poesia.
To de prosa em prosa catando versos caídos
No chão, atrás das portas.
Alimento meu silêncio
Alimentando ar suspenso,
Tudo porque sinto tanto.
Ouço sobre amor e me gasto.
Tanta felicidade repentina, estranho.
Deve ser daquelas infelicidades,

guardadas debaixo de pratos quentes
De sopas de letras escrevendo textos,

em prosa, compasso, e verso
Ouço sobre amor e me calo.
Sentimentos correm por mim,

são só fortes flashs
Amargo sentimento
Retardo constrangimento
Mas se ousar um tanto soltar o ar
Mas se ousar, fingimento.
Ouço sobre amor e me fecho.
Ouço sobre a dor e falo.
E sobretudo, ainda confesso.

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Claudilene Neves
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

de fato e de ato

Porque começo pelos pés a deslizar os versos absurdos
Abruptos, de cara lavada.
Mede, remede, merthiolate na pele, que arde por tudo
Que cala por cima das vontades
Se vou por aqui, saio de lá.
Se venho de lá, passo pra cá, injuriada,
Jogada de poso e passo, a cada desgasto que posso ter.
As cores, uma ilusão. A cada som, solidão.
Porque se pelo compasso da roda do samba me desfaço,
no som do suspiro me declino sobre o que posso ser!
Se quem nunca fui passa a ser quem sou, me duvido,
remedio uma cura, tento, atento pra tudo

que traga ao meu redor.
Poema, dor, serena.
De resto é fato e ato,

uma atriz no palco, a dor de um escritor!
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Claudilene Neves

quinta-feira, 9 de julho de 2009

é de bem ou de maU?

Bem que me pediram pra deixar aberta, ou entreaberta que fosse, a janela,
o sussurro da palavra, o suspiro gasto, meu sonho devasso.
Bem que me advertiram sonhar, semear noções das sensações de tempo e espaços,
Bem que desejaram que eu ficasse perdida ou desorientada
de mim, aqui prum lado desconhecido, de um pedaço da mente,
que eu ficasse descrente só por mais um segundo.
Bem que me fizeram escrever poesia com as palavras bagunçadas
e bem como disseram que já não sei se me afeto tanto
por excesso do fato ou do afeto, ou pela cerveja que esquenta
toda vez que penso no tom, ou pelo café que esfria toda
vez que escrevo sobre ti. Já me perco se derrubo em fatos
os teus atos mais bruscos, me interpreto, e me projeto da maneira
com eu possa desvencilhar das coisas que fui,
das coisas que sou, das coisas que jamais serei.
Bem que me olham, e não aceitam as minhas condições
Bem que me despejam e não aceitam meus refrões
Bem que avisaram, que de previsto, só minha imprevisão.

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Claudilene N.
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domingo, 19 de abril de 2009

k-d

O que aconteceu nas últimas instâncias, nas roupas trocadas, nos discos quebrados, nos móveis mudados de lugar, teria que articular os pensamentos: mão na palma, no céu da boca, no que é de gosto, no que é de gasto, no que é de desgosto, no amargo da saliva, no sorriso contido, na história contada.
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som, cadê você?
gosto, cadê você?
suspiro, cadê você?
sonho, cadê você?
eu, cadê, ...

Claudilene N.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

eu não escrevo poesia

Quando eu escrever poesia
Quero que tenha tino
Que tenha esperteza, distreza
Consumada, perversa, passada
Quero uma fase, melhor pra se distinguir
Quero uma nova capa, quero uma nova arma
Quero um novo elo, quero tocar meu ego,
De perto, de fato, de forma que eu sinta
O castigo que é não reconhecer-me enquanto escrevo
Que é não te ver, enquanto não te desejo
Pra dor, merthiolate
Te mando logo pra marte que já
é mesmo pra não te olhar de novo
E você me premia me colocando na estante
Me passa segurança, me chama de criança,
e fico aqui, sangrando o tédio a estanque.
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Claudilene Neves