Claudilene Neves
7.4.10
[entre-espaço]
Claudilene Neves
Dos dias
O que fazer dos dias? Das histórias? Já não sei. Talvez lembrar do passado como passado, seja um bom começo. É que não ando conseguindo viver o amanhã sem pensar no “daqui uma semana”, ansiedade? Talvez. Engulo seco, e nessas alturas já “como” café. Não durmo. Quanta pressa. E depois eu penso, quanto lamento, quantas idas, voltas, quantas motivos e revoltas. Arde. Não sei se é da vida ou do vinho.
Esses giros, esses retornos. Quero olhar para o comando e dizer o que é de quem. Passar um pente fino nas minhas idéias. Chega de procurar lixo, eu já preciso de restauração. Está muito cedo e muito tarde, eu me perco. Duvido até das horas do relógio. Não me prendo, eu me abuso, bagunço dias e noites, as coisas estão fora do lugar.
Sei do lamento, da vida também sei. É inevitável, também sei. E sei que se não fosse da fé, já não sei mais então o que seria.
Claudilene Neves – 08/fev/08
acabei!
Minhas entrelinhas, meus artefatos,
os meus textos contando com seus fatos,
De fato subiu do chão.
Meus suspiros, meus delírios,
minhas circunstâncias sutis contando todos os passos
De fato sumiu do nada
Tuas teses, teus termos, se eu ainda pudesse,
Eu pegaria do chão,
Terminaria com um refrão.
¬¬
Claudilene Neves
Fé, sem fé.
1.4.10
exibo.
18.3.10
360°
tudo que guardamos talvez guardado dentro da gaveta da ilusão
de utilidade, de fato o ato não volta, e essa revolta que causa é
o cachorro que corre atrás do próprio rabo. as ruas sem saídas, ...
inventando dias pra finais de dias. momentos pra lamentos...
transformando dramas, em poesia...
360° sem fim... minhas músicas nem
sempre dizem de mim.
Me devora. Me canta. Me conta. Me [re]inventa?
Claudilene N.
"Aqueles que atravancaram meu caminho, eles passarão, eu, passarinho (...)"
17.3.10
cada parte da metade, mente.
decifra sobre o que não queria na ultima inspiração.
Desacelera ação. Aciona um click, e logo se faz entretenimento.
Fico longe. Só por um momento. Me desperto.
É que o meu mundo fez todo o sentido.
Bem naquela hora, em que eu estava entertida.
Quem sabe não é só a não pré-ocupação?
De fato, é uma atração em série.
Rodando, só enquanto está viva.
Claudilene Neves
e se não me afeta, é fato.
a tanto nada, minha carne não está exposta pela dor
minha dor não suporta a cara no espelho
meu espelho não expõe o que não tem nele
eu não estou disposta a nenhum amor.
eu me nego ao que não me afeta.
em 21/10/07
Claudilene N.
mas é preciso"(...)"
Milton
9.3.10
e comece logo pelo começo.
Eu to de ordem pelas raízes entre bem e mal.
Eu te julgo, faço poema, corto o fato, num hábito absurdo
de querer entender o inatingível.
É perfeito: tão doce como amargo da língua,
é um defeito, tão feio como o temor
que sinto. Sinto muito.
Comecei pelo começo, arrependendo do final.
Já não me arrependo mais do final.
E são sempre cinco para as seis, ... e eu me sinto mais tarde,
é algo entre eu e o mundo, eu e eles, eu e deus.
Perco entre passado e futuro, mas já
me despeço com promessa,
afinal não vou estragar algo tão legal
deturpando a essência dele, com palavras erradas!
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Claudilene Neves
25.1.10
17.1.10
12.1.10
... um: 3 de um!
Só porque estou aqui e não me afastei deste mesmo lugar, tropeço nas palavras erradas, escritas de fins e começos e há tanto, penso, repenso e engasgo, agora um momento: de noite, o vento espero, por lá brilha a cidade em tédio, em passo, pego o compasso da dança, me engano e me deito sobre a leve intenção de esquecer, recomeço, me pego pensando de novo e não me perdôo, perco os escrúpulos, me despeço de tudo e me vejo em você, acho que ta indo, ta rindo, nem tudo são flores ...
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Claudilene N.
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de_
Não vou retribuir tantos suportes feitos, engasguei. Não vou sonhar com metas desfeitas, aplaudir espetáculos falidos, dizer que sim, nem admitir que não, não vou suspirar ou prender o ar. É preciso coragem, e é disso que se trata. Vai, o imperativo berra sem forçar: vai, vai, VAI! Seguir, prosseguir, direção. Um labirinto, um caminho, não aceito desistir, nem aceito aceitar. Vou aplaudir ao evitar, desistir de desistir, há tantas coisas, um bar, uma mesa, pessoas, ruídos, acordes mal feitos, gostos insuportáveis, sentimentos tão indesejados, você.
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Claudilene N.
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